Um sonho de viagem – Crônica 11

Roubos e Sustos

             No dia seguinte ao encontro, decidimos passear nas redondezas e  só a tarde voltar para Saint Germain em Laye.  Para não andar carregando peso, pedimos ao dono do hotel que guardasse nossa bolsa na recepção, não sem antes um breve discurso de Cleide , sobre a confiança que lhe depositava , a satisfação de estar naquele hotel e a afirmação de que o hotel seria recomendado  aos seus amigos.

            Aproveitamos para fazer um passeio cultural-consumista.  Fomos nas famosas Galerie Lafayettes onde comprei um óculos de sol. No museu da Galeria há manequins com vestidos de época e fotos da loja em sua origem. Inspirada nela foi feita em Belém a Loja Paris n’América.  Em seguida visitei o Teatro Ópera uma magnífica arquitetura, mas lamentei não ter acesso as salas de espetáculo, tendo que me contentar em observar por uma brecha, um grupo de dana de balé que se apresentava.

              Do templo das artes  para um templo de consumo. Eu não tinha dispo$ição para muitas compras, mas não custava nada dar as nossas famosas “olhadinhas”. Entramos na C&A,  eu estava na seção de produtos do tipo “lembrança de Paris”, mas tudo made in China, quando Cleide, que estava na seção de lingeries veio me alertar  que acabara de ser abordada por um rapazote que tentara abrir sua mochila.

 Fiquei olhando para o garoto, que já se afastava rumo a porta de saída e só podia mesmo estar mal intencionado, pois o que fazia ele na seção feminina da loja?  Ele voltou,  me enfrentou perguntando porque eu estava  olhando para ele.  Fingi não entender o que ele falava e desarmei-o respondendo em português. Ele tratou de ir embora, ainda mais que Cleide já trazia o segurança  para  tirá-lo da loja. Foi emoção o suficiente para não querer saber mais de  lojas  por aquele dia.

Voltamos a Barbès para pegar a sacola no hotel, antes passamos nos gregos para mais um chá de menta. No hotel minha amiga contou ao  dono o episódio da tentativa de roubo, cometida por um jovem do leste suspeitou ela.

Já em casa, quando  nos preparávamos  para um  jantar  na casa de Marie Claude, a namorada de Maurice, Cleide abriu sua sacola e descobriu indignada, que suas sandálias douradas, presente do marido Pierre, haviam desaparecido da sacola, na recepção do hotel.



Escrito por Vânia Beatriz às 13h03
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